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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Mimimi



Por que as opiniões estão tão contrastantes umas das outras?  Uma vez um amigo meu me excluiu do facebook por ele achar que eu era "elitista", "coxinha", "reaça" ou sei lá que palavra que vão inventar. Sendo que eu nunca me declarei de direita. A verdade é que eu fui tomar real conhecimento do que significava "esquerda" e "direita" muito depois que eu terminei a faculdade. Eu não vou mentir aqui dizendo que eu sei de tudo, que eu sou muito inteligente. Não. Eu estou aprendendo. E tem muita gente que também não sabe. Eu estudei a vida inteira em escola pública. Passei quase 2 anos letivos sem aulas de matemática. E depois eu sou elitista?

Quando eu descobri que ele havia me excluído fiquei até sem jeito. Puxa, devo ser um monstro, né?

E eu tive muita ajuda da minha família quando eu fiz faculdade. Minha prima pagou minha faculdade. Ela me deu de presente. Graças a Deus eu tive essa oportunidade. E vou dizer que os anos de faculdade foram alguns dos melhores anos pra mim. Era muito inspirador poder fazer aulas sobre Jogos Digitais. Eu amo meu curso! E tive aulas com grandes mestres! Caras que eu tenho um enorme respeito e admiração até hoje. Tenho saudade inclusive. Na faculdade eu expandi muito meu conhecimento. Conheci pessoas incríveis. Tenho amizade com muitas delas até hoje e pretendo ter sempre. Tudo o que eu uso nos meus projetos eu aprendi na faculdade.

Infelizmente eu ainda não me encontrei no mercado de trabalho. Trabalhei pouco tempo na área e estou tendo uma dificuldade enorme pra me recolocar. Eu sou teimoso! Eu quero trabalhar com o que eu estudei. Com roteiro, desenho, animação, montagem, enfim. Eu vou ficar muito feliz quando eu conseguir me encontrar no mercado. Enquanto isso, eu tenho o apoio dos meus pais, que sempre me dão oportunidade de estudar.

Enfim (puxa, "enfim" de novo, hehe)

Só que já me chamaram de mortadela também... zzzzzzzzzz... pois é. 

Apesar de não simpatizar com o governo da Dilma, fui contra o impeachment. Inclusive tive umas discussões familiares por causa disso. "Virou petista?" me disseram. Não, só que eu tenho um pouco de bom senso. Eu apenas olhei pra oposição e vomitei. Eu acho que eu tenho mais razões filosóficas do que políticas. Eu acho super errado as pessoas usarem palavras de baixo calão quando citam a Dilma. Afinal, a Dilma é um ser humano. Ela erra. Ficar xingando e fazendo charges de mal gosto não vai adiantar nada.

Tem a questão da CPMF, dos excessivos ministérios, enfim. Coisas que eu não concordo. Só que mesmo assim eu sou contra o impeachment. Fiquei até comovido vendo as mulheres abraçando a Dilma ontem. Achei uma cena bonita.

Eu abraço a causa das mulheres. Acho maravilhoso elas estarem se unindo no mundo todo para lutarem contra essa barbárie machista. Inclusive no mundo pop. As mulheres estão ganhando cada vez mais destaque em filmes como Star Wars, Mad Max, e agora temos também a Mulher Maravilha. Ainda é pouco. Vai demorar um certo tempo ainda até equilibrarem a balança. É muito desigual. É maravilhoso elas terem representatividade. E isso inclui personagens negros e homossexuais também. O John Boyega representou lindamente isso no Star Wars. Teve até aquela foto do garotinho negro feliz da vida com o boneco do Finn. Dá pra sentir até orgulho nessas horas. A coisa está melhorando. Devagar ainda, mas já demos alguns passos. Eu adoraria ver um James Bond negro. Tô na torcida pelo Idris Elba.  

No mais, eu só estou falando um pouco sobre o que eu penso. Talvez seja muito mimimi, coisa de quem não tem o que fazer. Não sei. Só sei que eu não acho saudável esse clima de antagonismos que estamos vivendo aqui. Não vou dizer que eu seja a pessoa mais bondosa do mundo. CLARO QUE NÃO! Eu tô é muito longe disso. Eu sou extremamente egoísta com as minhas coisas, às vezes sou arrogante, sou mimizento, reclamo pra caramba e sou muito sensível, e isso acaba criando uma defesa que pode soar como raivosa às vezes. Tipo, EU ODEIO QUANDO ALGUÉM ME DIZ PRA CORTAR O CABELO... (?) Pois é, eu sei. Mas sei lá. Me sobe o sangue, haha! E eu poderia fazer outro texto enorme só pra falar dos meus defeitos. Mas, não. Vou deixar só este parágrafo mesmo... 

Puxa, eu ando muito mal em planejar meus textos. Eu misturo tudo, haha! 

Bom, e agora acho que me chamaram de fascista também...

Tem alguma coisa errada que não está certa...

#Mimimi

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Nowhere Man


Cada álbum é como um parto. Demora bastante pra sair. É um longo processo de inspiração, criação e produção. Estou quase terminando meu 5º disco, Scatterbrain, e já estou exausto do processo. Sempre fico assim ao final de cada álbum. Ou ao final de cada arte que eu faço. Não só ao final, mas durante a concepção das obras também. Tive que tirar uma canção porque não consegui cantá-la. Talvez eu faça uma parada instrumental com ela e lance depois. Não sei. Mas, isso é só um exemplo. Várias canções que estarão no álbum tiveram um longo e árduo processo pra ficar do jeito que estão.

Mas, por que eu tenho todo esse trabalho se eu não estou ganhando dinheiro nenhum com isso? Sinceramente, eu não sei. É algo que tem a ver com a vontade. Eu mesmo não sei o motivo. Uma vez por ano eu faço um álbum. E até agora, nada de covers. Tudo original. E no final, dá pra contar nos dedos as pessoas que eu sei que vão ouvir. Soa até melancólico, eu sei. Algo como "a canção que ninguém ouvirá". Me lembra de um trecho da música The Sound Of Silence de Simon & Garfunkel que diz: "People writing songs that voices never share..." Puxa, e eu conheço vários artistas anônimos que estão por aí tentando divulgar seus trabalhos. Mas as pessoas estão ocupadas demais pra ouvi-los. No final, não importa. Não afeta em nada o meu som. A minha música é o que é.

Enfim, tenho uma novidade. Meu pai comprou uma viola caipira. Não posso medir a minha felicidade e ansiedade em usá-la em algum trabalho. Pode ser que ela faça uma participação discreta neste álbum que está vindo. Mas, pretendo usá-la com mais força nos álbuns que gravarei com a minha amada logo mais. O som da viola é hipnotizante. Pra mim soa como uma cítara caipira. Não sei explicar. Só sei que é lindo demais. Não é por nada não, mas instrumentos musicais são tudo de bom. 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Inspiração


No momento, estou em processo de gravação do meu 5º álbum de estúdio: Scatterbrain. Vai ser um álbum mais roots do que o anterior, o Spaghetti Fiction, que era extremamente sofisticado em termos de arranjos. A maioria das letras desse novo é em português. Sugestão da minha mãe. E pra quem ouviu aos álbuns anteriores e já conhece o meu estilo, vai identificar algumas diferenças nas letras das canções, pois o amor platônico não está presente neste álbum. E era um tema recorrente nos anteriores. Agora que eu encontrei a minha menina quero que isso se reflita nas músicas. E estou tentando deixar este álbum bem mais pessoal do que os anteriores. 
Estou na metade das gravações. Ou seja, já tenho bastante material pronto. Só que na minha cabeça, eu queria gravar este álbum em umas duas semanas. Só que não é bem assim que acontece. Já estou há alguns meses no processo. Tem dias que demora pra sair uma composição. Em contrapartida, em algumas ocasiões, as composições saem em poucos minutos. É a tal da inspiração. Só que ela não vem do nada. Você tem que chamar ela. Eu tenho que pegar o violão e ficar improvisando até aparecer alguma coisa. Se eu não pegar o violão, sentar a bunda na cadeira e tocar, a inspiração nunca virá. 


E costuma ser engraçado esse negócio de arte, pois, de uma forma ou de outra sempre é algo pessoal. Em cada canção tem o suor da pessoa que a compôs. Você vivenciou algum fato que te levou a uma ideia de tema. Então, você pega um instrumento musical e tenta tirar a canção dele. Mas, é como eu disse before, tem que ter a tal da inspiração. E ela vem com a transpiração. E depois de tanto transpirar pra fazer algo seu, com a sua cara, com o seu gosto, você resolve mostrar para as pessoas. Divulgar seu trabalho. E é impressionante como algumas pessoas torcem a cara quando sabem que é uma composição original. Por outro lado, outras pessoas anseiam por ouvir algo novo, diferente. Já ouvi todo o tipo de críticas em relação ao meu trabalho, tanto positivas quanto negativas (e é ótimo quando tem críticas construtivas, que me levam a melhorar a cada trabalho novo). É algo que temos que nos habituar. Desde que eu fiz o meu terceiro álbum, eu desisti de tentar agradar a todos, porque isso é impossível. Eu tento fazer algo que me agrade. Gosto da ideia de "faça você mesmo". Gosto de ouvir minhas músicas e pensar exatamente isso: "Eu que fiz". É uma sensação ótima. Você se sente capaz. Se eu vou fazer sucesso algum dia eu não sei. E de uma forma ou de outra, não muda nada na minha música. A minha música é o que ela é. Cada música é um registro de uma inspiração que eu tive em algum momento da minha vida. Geralmente da madrugada.

E depois que eu concluir este álbum, vou começar a trabalhar ao lado da minha namorada Rafaela Heloaria no nosso primeiro álbum juntos como banda. Estou ansioso por isso!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Tataravô 1


Olá pra você do futuro! Talvez meu tataraneto ou minha tataraneta (ou ambos). Você que provavelmente está pesquisando sobre seus antepassados, aqui está um deles. Eu sou o Raphael Chiavegati Oliveira, seu tataravô. Olha que bacana! É quase como se eu estivesse aí com você(s). 
Estou escrevendo do ano de 2015. Como você está? Bom, é claro que não tem como me responder. Mas, fica aqui um registro de uma pessoa maluca que já pensa em como serão seus descendentes. Aí vai um conselho: ouça Beatles! Sério! É bom demais!

Eu gravei várias canções, vários álbuns, fiz filmes e tirei fotografias. Tudo isso nos conecta de modo que você sinta como é viver em 2015. Quem sabe você pode saber o que se passava na cabeça do seu antepassado. Quem sabe eu serei você numa reencarnação. Aí eu estaria falando comigo mesmo. Doideira, né?

Bom, escreverei mais para você(s). Pesquise(m) outros posts relacionados.